na pandemia

Mulheres

Cresce a desigualdade de gênero, no Brasil, durante a pandemia da Covid-19

RIO, 08/12/2020

A verdade é que o universo feminino nunca foi cor de rosa, como pintaram nos filmes e livros. E, se ainda tem alguma cor, está cada vez mais desbotada. Pode parecer difícil de digerir, e é - mas a desigualdade de gênero aumentou no Brasil e no mundo no ano de 2020. O Leonardo da obra, no entanto, não foi o Da Vinci - tem um nome mais técnico, SARS-CoV-2; ou coronavírus, para os íntimos. Aliás, nem precisa ser íntimo: basta respirar sem uma máscara e você já corre o risco de conhecê-lo de perto.

Acontece que o autor desse quadro no mínimo diferente, o de uma pandemia, complicou uma vida que já não era muito fácil: a das mulheres. Elas estão mais sobrecarregadas, mais solitárias, mais vulneráveis e mais expostas que os homens por causa da COVID-19. Segundo dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020, houve um aumento de 1,9% de casos de feminicídio registrados, durante o primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2019. Ainda de acordo com o documento, registraram-se 147,4 mil chamados feitos às polícias militares em casos de violência doméstica, um aumento de 3,8% dos acionamentos. Os registros feitos nas delegacias apontam uma possível subnotificação dos casos, uma vez que os mesmos reduziram. O anuário infere que a redução se dê pela “maior dificuldade de registros por parte das mulheres em situação de violência doméstica durante a vigência das medidas de distanciamento social”.

A médica Psiquiatra especialista em Terapia Cognitiva Comportamental baseada em Mindfulness e medicina da saúde da família e comunidade, Clara Cunha, diz que, pelo menos uma vez por dia em seus atendimentos, escuta relatos de casos de abuso contra mulher ou ​relacionados a transtornos alimentares e/ou de autoimagem. "Sofremos pressões sociais por todos os lados para muitas coisas ao mesmo tempo, nós acabamos nos cobrando ainda mais. Temos expectativas nunca atendidas, traumas ancestrais e toda uma posição social e familiar para aprender a reconstruir todos os dias. A pandemia aumentou a sobrecarga de muitas mulheres, o que se torna um agravante", relata e explica, ainda, que por esse motivo acredita que as mulheres podem precisar de mais apoio terapêutico, psicológico e psiquiátrico que os homens durante a vida e na pandemia.

Uma pesquisa realizada com 60 mulheres e jovens, de diferentes faixas etárias e realidades distintas, através de formulário online exclusivamente para essa reportagem, mostrou que, das respondentes, 31% não têm cuidado o suficiente de sua saúde física, como gostariam, e 35% aumentaram significativamente o consumo de comida/doces na pandemia. Essas mulheres relatam, ainda, em sua maioria - 46,7% das respondentes - que engordaram nesse período de reclusão social e sentem-se mal por isso. O infográfico abaixo ilustra, em termos gerais, os principais resultados da pesquisa:

Mulheres

sobrecarregadas

Tenha acesso aos resultados da pesquisa aqui.

Ainda de acordo com a médica, o fato de muitas mulheres estarem em home office faz com que a exposição a abusos no trabalho tenha diminuído. "A pessoa se expõe menos aos outros, por isso acaba se cobrando menos pela sua imagem", explica Clara Cunha. A pesquisa, no entanto, indica que essa cobrança, embora reduzida, não as impede de sentirem-se mal consigo mesmas por isso. Estavam presentes, também, relatos de sufocamento por dupla jornada, com uma rede de apoio precária, além do aumento do nível de estresse dessas mulheres com a cobrança no trabalho.

Hellen Rios, 29 anos, é funcionária pública e conta que se viu mais ansiosa do que naturalmente já acreditava ser, com a pandemia e a necessidade de estar também em home office. Segundo ela, as mudanças foram graduais e, hoje, sua rotina alterna entre o trabalho presencial e em casa. Mas o aumento da demanda - tanto no trabalho, quanto em casa, com filho pequeno -, estão sendo grandes desafios: "Não tem como, tem dias que você surta! Eu estou um caos, acho que está todo mundo meio caótico...", desabafa, ainda que de maneira descontraída. Ela conta que, para lidar com as crises que vinha tendo, buscou ajuda profissional.

"Eu vi que sozinha eu talvez não desse conta... E eu não achei justo! Percebi que, invariavelmente, isso iria refletir na minha família e na minha saúde mental e física. E então eu decidi buscar ajuda de um profissional psicólogo, num primeiro momento", e afirma que o cenário pandêmico intensificou sua ansiedade de uma maneira que ela nunca tinha vivido. "Lembrando de alguns momentos, em casa, eu considero que tive pequenos surtos de ansiedade, em que eu simplesmente começava a chorar, do nada, e não sabia o porquê", e até mesmo por isso e outros sintomas resolveu procurar auxílio profissional. "Tem me ajudado a organizar os pensamentos, definir os meus limites como mãe, mulher, esposa". E, segundo ela, viver um dia de cada vez tem ajudado.

A palestrante e educadora parental Marina Gerk, (mãe da Nina, uma menina que diz ser cheia de energia, de 5 anos), orienta mulheres e ajuda mães a desmistificar a maternidade tendo, como base, sua experiência pessoal como mãe e de mais de 15 anos nas áreas de comunicação e relacionamento interpessoal. Em entrevista, diz que o maior desafio é a rotulação da maternidade. "Cada maternar, cada relação, é única! E o que acontece é que, justamente pelas pessoas não conseguirem enxergar essa diferença, essas mulheres têm uma sensação de solidão, de isolamento" e fala, ainda, que para a mãe é fundamental uma rede de apoio. E que a pandemia fez com que essas mães se distanciassem dessa rede de suporte.

 

"Vive-se a maternidade, quem não vivia ela 24 horas, vive coabitando, coexistindo com outras demandas. Nesse momento que estamos aqui, minha filha está com meu marido, e porque eu tenho esse apoio. Eu fico imaginando mãe solo. A quantidade de mulheres que perdeu o emprego, ou que está se sentindo pressionada, porque o chefe diz que ela tem que garantir silêncio ao participar das reuniões, e não tem como!", reflete. No entanto, na contramão do distanciamento, Marina observa que as pessoas parecem estar mais dispostas a falar, de verdade, como se sentem. E que isso abre espaço para a identificação do outro com aquela realidade. E que, assim, por mais que estejam distantes, as mulheres e mães acabam sentindo que não estão sozinhas.

"Ser mulher, hoje em dia, entendendo o seu feminino, entendendo a sua importância dentro da sociedade, é um ato de resistência. Porque, de fato, a gente é mais cobrada. Não devem estar rolando entrevistas com homens, perguntando como eles estão dando conta da casa, do corpo, porque estão engordando na pandemia, das crianças. Mas isso rola com as mulheres", Marina Gerk reflete.

Mulheres

que superam

A advogada Jéssica Malcher, 27 anos, passou por momentos muito conturbados ao contrair a COVID-19 no segundo semestre desse ano. De acordo com ela, foi a pior experiência que já teve, em toda sua vida, em questão de saúde. "Comprometeu meu pulmão e tive que fazer um procedimento cirúrgico", conta. Passou pela doença em casa, mas ficou com sequelas e precisou se internar, por dois dias, para realizar uma broncoscopia. Ainda sem saber ao certo as marcas deixadas pela doença, segue em acompanhamento médico e investigação.

Explica que enfrentar a pandemia, como mulher, tem sido desafiador profissionalmente, por ser autônoma, e que está sobrecarregada pela jornada dupla em casa. Conta que a instabilidade financeira é uma preocupação: "A gente fica mais dependente da normalidade, para as coisas funcionarem sozinhas", diz. No entanto, apesar de ter enfrentado meses cansativos, conta que está se adaptando bem no momento, que está mais tranquilo em comparação aos anteriores: "Tenho tido mais tempo para me conhecer internamente", reflete.

A fotógrafa Clara Lessa conta como tem sido exercer a profissão de maneira autônoma: "É desafiador. Eu acho que toda vez que a gente segue um sonho, é desafiador. Mas todos esses desafios valem a pena", mas destaca que a jornada não é fácil: "A incerteza, a gente não tem a segurança que um trabalho de carteira assinada proporciona. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem a liberdade".

Ela relata que, durante a quarentena não fotografou, retomando as atividades com todos os cuidados apenas em julho, por questões financeiras. Diz, ainda, que apesar do isolamento, manteve sua presença online e que isso fez muita diferença: "A maior parte dos meus clientes, senão todos, me encontram online, no instagram, no facebook, no site". Além disso, diz que também se reinventou através da produção de autorretratos e que isso a ajudou, inclusive, no seu olhar sobre a condução da cliente na hora de fotografá-la.

Mulheres

na linha de frente

Além do risco, as mulheres também vivem uma sobrecarga maior ainda por serem profissionais da saúde, nesse momento e precisarem lidar com a vida pessoal, que já desafiadora, com a profissional. A pediatra e médica da estratégia de saúde da família Silvia Dias Ferreira já contraiu a COVID-19 e tem receio de uma reinfecção.

 

Ela diz que passou pela doença com um primeiro sintoma pouco recorrente, mas presente em alguns pacientes: uma coceira intensa, pelo corpo todo, durante dois dias. Pelo fato de ser incomum, achou que pudesse ser alguma alergia. Mas que, 48 horas depois, começou a ter falta de ar e realizou o teste, que veio positivo. No áudio abaixo, ela detalha seus sintomas e suas preocupações, enquanto profissional da saúde e mãe:

Silvia Dias é mãe solo de dois, um rapaz de 23 e uma adolescente de 15. Conta que, por já serem praticamente independentes, sua única preocupação é ver como está a questão da alimentação e, da menor, como está o andamento dos estudos e deveres. Além disso, diz-se preocupada com a possibilidade de infectá-los, por estar na linha de frente: "Meu estresse maior é contaminá-los, já que ainda não tiveram ou, se sim, foi de leve e não sabemos". Ela conta, também, que engravidou do mais velho quando ainda cursava o décimo período de medicina: "Ele ia comigo para a residência e para os atendimentos ambulatoriais", recorda.

Segundo a ONU MULHERES, 70% dos profissionais da saúde são mulheres, deixando-as em contato direto ao vírus. Por representarem a maioria na classe, estão mais expostas e morrendo mais que os homens. No último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, referente à Semana Epidemiológica 48, houveram 196 óbitos de profissionais do sexo feminino por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) pela COVID-19 até o momento, e 168 óbitos de profissionais do sexo masculino. No entanto, atenta-se para a subnotificação das mortes pela entidade, uma vez que os números divulgados pelos órgãos Federais de Medicina e de Enfermagem divergem dos divulgados pelo Ministério da Saúde até o momento e, infelizmente, mais mulheres e homens da saúde sucumbiram à doença.

O Conselho Federal de Enfermagem divulgou, até hoje, a morte de mais de 325 mulheres, entre auxiliares, técnicas, enfermeiras, e de 181 homens. Já segundo o Conselho Federal de Medicina, morreram por COVID-19 até hoje mais de 465 médicos, sendo 406 homens e 59 mulheres. Nesse caso, a incidência maior de óbitos do sexo masculino se justifica por eles estarem em maior predominância, sendo grupo de risco, na classe médica.

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Enfermeira há 19 anos, Ana Maria Penella conta que viveu momentos desgastantes na atuação no hospital de Campanha Lagoa Barra, no qual atuou durante quatro meses, de abril a agosto desse ano. Durante esse período, a profissional também contraiu a COVID-19, mas apresentou sintomas leves.

 

Ainda, relata que a rotina de plantões era sempre pesada, com muitas intercorrências e atendimento intensivo à pacientes graves. "A sobrecarga maior não é nem o trabalho em si, a sobrecarga maior é a emocional", diz. Conta que um dos momentos difíceis que viveu foi quando soube do falecimento de uma amiga enfermeira, através do grupo de amigas no whatsapp: "Ela tinha comorbidades, era hipertensa, diabética e obesa. Infelizmente ela não resistiu. Foi um momento muito triste, muito chocante. Uma mistura de tristeza com medo, de você ter perdido uma pessoa amiga, e daquela doença estar tão próxima de você".

 

Emocionada, ela conta no áudio abaixo como é ser da linha de frente e fala sobre amor que tem à profissão:

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Como elas, inúmeras outras mulheres se arriscam, todos os dias, na linha de frente da pandemia. Elas estão afastadas de seus entes queridos, lidam diariamente com a morte de muitos pacientes acometidos pela doença, precisam dar conta do estresse emocional e das demandas dentro de casa, enquanto mulheres e mães.

O estudo “O Impacto da Pandemia Covid-19 na Saúde Mental dos Profissionais de Enfermagem do Estado de São Paulo”, realizado pelo pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP) e pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) pretendeu analisar os impactos da pandemia na vida de profissionais da saúde no estado de São Paulo. A pesquisa contou com a participação de 13.587 profissionais de enfermagem de todo o estado, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, dos quais 87% eram mulheres.

 

Do total, 86% afirmaram que não estão realizando tratamento psicológico, 73% têm tido insônia e 70,6% têm sentido mais vontade de chorar. Ainda, 87% dos enfermeiros afirmaram ter algum grau de sintomas da Síndrome de Burnout, de acordo com a escala OLBI. Tal distúrbio emocional causa exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de trabalho desgastante. E mais de 55% disseram ter ansiedade leve, moderada ou severa.

Confira, na íntegra, a entrevista realizada com Marina Gerk no vídeo a seguir:

Marina é Palestrante, educadora parental e possui mais de 15 anos de experiência em comunicação, desenvolvimento humano e gestão. É Sócia e Fundadora da empresa Cérebro Executivo há 3 anos e mãe da Nina há 5.

Mulheres

dessa reportagem

Reportagem por

Graduanda de Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Projeto gráfico de autoria própria. Coordenação: Professora Daniela Oliveira. 

Memorial em homenagem à todas as mulheres e meninas que perderam a vida durante a pandemia da COVID-19 no Brasil e no mundo, vítimas da doença ou de feminicídio. Que elas estejam representadas dentro de cada nome, de cada profissional, que deu a vida na linha de frente.

Médicas brasileiras

que perderam suas vidas pela COVID-19

Débora Cristina Araújo Fernandes☆ 24/06/1964 ✞ 06/07/2020

Maria de Fátima Ávila Castelo Branco☆ 16/02/1960 ✞ 13/04/2020

Ana Lúcia Freire Cantalice☆ 06/12/1963 ✞ 22/07/2020

Maria de Lourdes Ponciano Sena☆ 10/12/1951 ✞ 21/06/2020

Maria de Fátima Barros de Azevedo☆ 17/04/1955 ✞ 05/05/2020

Helena do Rosário Vieira☆ 20/01/1952 ✞ 29/04/2020

Maria da Graça Barra Valente☆ 29/07/1953 ✞ 01/05/2020

Josefina Rita Darwich Borges☆ 25/12/1947 ✞ 09/05/2020

Gilberta Bensabath☆ 30/07/1924 ✞ 13/05/2020

Teresa Cristina Bordallo Farias☆ 05/05/1966 ✞ 02/06/2020

Josefa Bentes Nogueira☆ 05/03/1944 ✞ 14/06/2020

Nelsonita Teixeira de C. Silva Barbalho☆ 18/11/1939 ✞ 11/08/2020

Izabel Fernandes Campos☆ 30/09/1971 ✞ 26/09/2020

Eliane Maués Santos☆ 24/07/1954 ✞ 20/09/2020

Maria Esmeralda Marchesini Medrado☆ 26/10/1947 ✞ 07/08/2020

Maria de Fátima Vizeu L Pinheiro☆ 15/01/1957 ✞ 31/08/2020

Rosa Maria Papaléo☆ 10/02/1955 ✞ 30/04/2020

Juarize Ramos☆ 01/11/1930 ✞ 11/06/2020

Zina Barbosa Lima Oliveira Macedo☆ 04/12/1942 ✞ 14/11/2020

Valéria Calife da Silva☆ 20/10/1958 ✞ 25/05/2020

Maria Altamira de Oliveira☆ 09/07/1948 ✞ 05/05/2020

Lúcia de Fátima Dantas de Abrantes☆ 03/06/1953 ✞ 10/04/2020

Maria Clodosita dos Santos☆ 18/02/1947 ✞ null

Maria Queiroz Pinheiro☆ 11/08/1939 ✞ null

Maria Gláucia Coutinho Teixeira☆ 17/02/1952 ✞ 11/05/2020

Eiko Nishimura☆ 18/03/1958 ✞ 27/06/2020

Izabel Cuim☆ 25/04/1962 ✞ 31/08/2020

Monique Silva Batista☆ 14/05/1991 ✞ 10/08/2020

Olímpia das Dores Gomes Carvalho☆ 31/07/1951 ✞ 12/08/2020

Poliana de Andrade Almeida☆ 29/06/1951 ✞ 27/06/2020

Ana Cláudia Monteiro Oliveira de Araújo☆ 08/12/1973 ✞ 08/04/2020

Paloma Alves dos Santos☆ 14/11/1992 ✞ 15/08/2020

Terezinha Aparecida de Matos☆ 19/07/1956 ✞ 11/06/2020

Adélia Maria Araújo Almeida Oliveira☆ 25/10/1957 ✞ 10/04/2020

Kátia kohler☆ 27/03/1962 ✞ 12/04/2020

Suzana Aparecida Vidal☆ 11/01/1968 ✞ 23/04/2020

Iasmin de Albuquerque Cavalcanti Duarte☆ 12/08/1957 ✞ 22/05/2020

Maria de Fátima Cartaxo Costa de Araújo☆ 11/05/1952 ✞ 19/09/2020

Marlene Pereira Abrantes☆ 24/07/1948 ✞ 22/11/2020

Sônia Del Vecchio Silva☆ 24/12/1946 ✞ 02/07/2020

Gary Aniseto Villaroel Merida☆ 26/05/1949 ✞ 23/05/2020

Hermínia Tavares da Silva☆ 21/04/1951 ✞ 21/06/2020

Marissol Bassi☆ 30/04/1965 ✞ 23/09/2020

Cleusa Ema Quilici Belczak☆ 16/02/1951 ✞ 30/10/2020

Vera Lúcia Machado Nunes☆ 13/07/1944 ✞ 30/07/2020

Mariele Prestes Souza☆ 20/06/1984 ✞ 08/10/2020

Cláudia Nogueira Cardoso☆ 12/10/1963 ✞ 08/04/2020

Magna Sandra Gomes de Deus☆ 09/06/1954 ✞ 27/04/2020

Carolina Barros Patrocínio☆ 07/12/1990 ✞ 12/05/2020

Thelmo Trilha Sym☆ 08/07/1954 ✞ 14/05/2020

Marisa Chalita☆ 30/05/1944 ✞ 01/06/2020

Fonte: Memorial do Conselho Federal de Medicina

Enfermeiras e técnicas de enfermagem brasileiras

que perderam suas vidas pela COVID-19

O COFEN não divulga os nomes das, até agora, 296 mulheres da enfermagem que morreram pela COVID-19 em todo o Brasil.

Caso você conheça uma profissional da enfermagem que tenha falecido e queira integrar esse memorial, envie um e-mail para jr.libano@hotmail.com.